A maior redução no preço dos combustíveis

Fonte imagem: Sic Notícias

Esta semana o preço dos combustíveis atinge o valor mais baixo dos últimos dois anos. Apesar do valor do petróleo estar em queda desde junho, só agora aparecem as grandes diminuições no valor do gasóleo e da gasolina.

O preço do gasóleo pode ter uma redução superior a 2 cêntimos por litro, já a gasolina, deverá ter uma queda superior a 5 cêntimos.

Aparentemente, utilizando valores médios aplicados no mercado português, para atestar um depósito de 50 litros, a partir de hoje o consumidor gastará menos 2,5€ no abastecimento de gasolina e menos 1€ em gasóleo.

Isto é o que as empresas que trabalham no sector em Portugal esperam.

Todavia, as cotações internacionais do petróleo estão em queda nestes últimos três meses, batendo agora níveis mínimos de há quatro anos.

No fecho dos mercados de quinta-feira, 16 de outubro, os contratos de petróleo brent, do mar do Norte, – aplicáveis aos fornecimentos que serão feitos em novembro -, caíram de 108,39 para 83,78 dólares por barril.

Tendo sido, 108,39 dólares por barril, o valor mais elevado dos últimos três meses.

“O preço da gasolina deverá descer mais, enquanto o gasóleo terá uma descida menos pronunciada porque tem vindo a fazer mais reajustes na descida dos preços desde julho”

Comenta fonte oficial da Galp.

“As cotações do petróleo nunca têm uma correlação imediata com os preços da gasolina e do gasóleo, pois só ao fim de três a quatro semanas é que a descida da cotação do petróleo tem reflexos no preço dos refinados, mas para isso é preciso que não haja efeitos contrários dos stocks de refinados, nem variações cambiais desfavoráveis entre o dólar e outras moedas – face ao euro, para os países europeus -, nem agravamentos nas margens de refinação, nem pressões sazonais de aumentos de consumo”

Esclarece Pedro Oliveira, presidente da BP Portugal.

“A redução dos preços dos refinados já devia estar a acontecer.

É verdade que cada produto tem o seu próprio mercado, com a sua dinâmica própria e é necessário analisar a sua evolução.
Mas os preços do petróleo estão a cair desde junho e já é tempo suficiente para se sentirem os efeitos de descida nos refinados, e a um nível apropriado, porque o mercado petrolífero é um mercado líquido global e, em geral, no espaço de três dias a uma semana os efeitos da queda de preços devem ser transversais”.

António Costa Silva, presidente da Partex, afirmou, não sendo da mesma opinião

Fontes: Expresso, Sic Notícias, Notícias ao Minuto

Cláudia Évora

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