Angolana Newshold na frente para a privatização da RTP

A Cofina, detentora do Correio da Manhã, do Record e do Jornal de Negócios, está na linha da frente para a privatização da RTP, com o apoio do grupo de capitais angolanos Newshold.

Esta hipótese já tinha sido adiantada em Agosto, quando foi notícia a empresa que o grupo angolano teria criado especificamente para comprar a RTP, em conjunto com a Cofina, da qual detém 15,08% das acções.

O presidente da RTP, Alberto da Ponte, ter-se-à, inclusive, encontrado com o empresário angolano Domingos Vunge, accionista da Scoremedia, empresa com ligações à Newshold, durante a visita de 4 dias que fez a Angola.

Este foi, aliás, o empresário que assinou com Joaquim Oliveira um acordo de promessa de compra da Controlinveste, grupo que detém o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e O Jogo.

Desta forma, a Newshold reforçaria a sua presença nos media portugueses, onde já é detentora do semanário Sol.

A preferência do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, aponta para a privatização de 49% da RTP, mantendo, no entanto, toda a actual estrutura de canais de TV e de rádio e entregando a gestão total à empresa compradora.

Ainda assim, a decisão final dependerá do aval do parceiro de coligação do Governo, CDS-PP, que sempre se mostrou contra a privatização da RTP, mas que vê a concessão como um mal menor.

Ao Público, fonte do CDS-PP limitou-se a dizer que é prematuro comentar o assunto, mas o jornal avança que o partido de Paulo Portas vê com agrado o facto de esta hipótese possibilitar uma supervisão do Estado e a manutenção de todos os actuais canais de TV e Rádio.

Esta solução é, aliás, muito semelhante àquela defendida pelo ex-ministro social-democrata Nuno Morais Sarmento na entrevista dada à RTP em Outubro, onde considerou um contrato de gestão como uma “alternativa menos ambiciosa”.

Fontes: Público, Jornal de Negócios e Diário Económico

Carlos Fernandes & Henrique Correia

Tags: