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Autor do tiroteio em Sandy Hook era obcecado por massacre a tiro

O Departamento de Justiça do Estado de Connecticut (EUA) disponibilizou desde ontem à noite o relatório final da investigação do atirador que matou 20 crianças e seis adultos na escola Sandy Hook, em Newton, no ano passado.

O documento esclarece que o atirador, que se suicidou após os acontecimentos, revelava uma “obssessão” com o massacre no liceu de Columbine.

As motivações que levaram Adam Lavanza, de apenas 20 anos, a atacar a escola primária no decorrer do dia 14 de Dezembro de 2012 “podem nunca vir a ser conhecidas”, diz o relatório de investigação de 48 páginas, onde também afirma que “as provas mostram claramante que planeou os seus actos, inclusive o suicídio”.

É de conhecimento público que Lanza tinha problemas mentais. Em 2005 tinha-lhe sido diagnosticado a síndrome de Asperger, um problema de ordem autista, que se caracteriza pelas grandes dificuldades nas interacções sociais e comuniação não-verbal, apesar de nunca estar associado a actos violentos.

Os médicos que lidaram com Lanza não viram na doença qualquer sinal que o pudesse levar a cometer tal acto.

Já outras pessoas cujo contacto era mais frequente revelaram que o jovem adolescente tinha uma obsessão com assassínios em massa, nomeadamente o protagonizado pelos dois estudantes na Escola Secundária de Columbine, no Colorado, a 20 de Abril de 1999. Nesse ataque foram mortos a tiro 12 estudantes e um professor.

Através do GPS do carro de Lanza, a polícia descobriu que ele se tinha deslocado durante o dia anterior até à escola Sandy Hook.

O acesso a armas de fogo era facilitado, nomeadamente pela mãe, que sempre praticou tiro ao alvo e levava os próprios filhos para o seu hobby.

As investigações revelaram que Nancy Lanza tinha passado um cheque para que Adam comprasse uma arma nova no Natal.

No relatório apresentado não se encontra exposto toda a informação que o departamento policial detém.

Uma vez que a investigação ainda decorre, a publicação de todas as provas só será possivel após a decisão do promotor responsável pela investigação Stephen Sedensky III, apesar de não haver nenhuma data prevista.

Fontes: Público, TSF, Opera Mundi

Jader Ramos

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