Como estamos e para onde caminhos?

2014, o ano do tudo ou nada para um País que transpira desconfiança, problemas económicos e sociais. E isto é dizer pouco!

Este ano é um pequeno ponto de viragem, bem como um ano de decisão em termos político-financeiros para os portugueses.

Estamos a, mais coisa menos coisa, um ano de novas eleições legislativas e ao mesmo tempo de decidirmos o nosso funturo enquanto povo, nação.

As peças já estão em movimento.

O então primeiro-ministro, em Janeiro, anunciou a sua recandidatura às eleições de 2015.

Quanto à sua oposição, José António Seguro deve ser o grande obstáculo do actual governo.

Para onde estamos, então, a caminhar?

Passos Coelho reafirmou hoje, estar “disponível para aprofundar o esforço de concertação para trazer para cima da mesa a discussão de médio prazo sobre a política de rendimentos, condições de maior produtividade e melhor salário mínimo nacional”.

Uma coisa temos que lhe dar valor, este senhor tem uma eloquência verbal cinco estrelas.

O que é senhor primeiro ministro ? O que é isso senhor primeiro ministro de ?

Ou é ou não é!

O Secretário Geral da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Carlos Silva evidencia que vai “até às últimas” por este aumento salarial.

“Depois de três anos de castigos e penalizações temos o direito de olhar para o futuro e exigir o aumento”, destacou.

Da mesma opinião é João Vieira Lopes, Presidente da Confederação do Comércio e Seviços (CCP), mas considera que estas negociações terão de estar finalizadas até Outubro para as empresas saberem com que grelha salarial podem contar.

Contra a maré, rema a Presidente do Conselho de Finanças Públicas – Teodora Cardoso – que aponta para uma economia que “ainda não está em condições para suportar” tal aumento, pois “implicaria um aumento de impostos impensável”.

Esta, apela ainda uma reestruração do Estado e da Administração Pública”.

Já do outro lado da bancada parlamentar está o PS, que questionou neste domingo a razão pela qual o primeiro ministro mudou de opinião.

O seu secretário geral aponta para a “aproximação das eleições” e apela para Passos Coelho convocar de imediato a Concertação Social para a obtenção de um acordo.

Finalizo o meu artigo com esta imagem e com um apelo.

Uns com mais apoio que outros, uns com mais “palavras caras” que outros, mas a “guerra das eleições” começou!

Esperemos que quem saia a ganhar, seja o povo português.

Pedro Costa

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