Costa adverte Passos que vai procurar um Governo alternativo

O secretário-geral do PS, António Costa, aproveitou a sua resposta à última iniciativa do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, para avisar que o PS vai procurar um Governo que garante uma “reorientação política”, garantindo ainda que não está nos seus planos fazer parte de um governo de coligação com o PSD.

O líder do PS, António Costa, responde ao desafio de Pedro Passos Coelho numa carta enviada hoje ao líder do PSD.

A carta de Costa, enviada este domingo ao líder do PSD, serve para listar as várias críticas do PS à coligação, em relação ao processo negocial.

Neste sentido António Costa fecha a porta a um governo de Bloco Central.

“O que nos separa não são lugares no governo, que recusámos desde o início, ou o relacionamento pessoal – bastante cordial, devo reconhecê-lo – mas a imperiosa necessidade do país e a soberana vontade dos portugueses de uma reorientação de política, que persistem em não aceitar.”

Passos Coelho assina um documento com Paulo Portas, líder do CDS-PP, para responder às exigências do líder do PS, António Costa, no dia 12 de Outubro de 2015.

O socialista utiliza também a carta para retomar as críticas à direita: “Aguardámos um documento que finalmente nos enviou em 12 de Outubro e que pudemos apreciar longamente na reunião de 13 de Outubro, conforme sintetizei por escrito na minha carta de 16 de Outubro, expondo a reorientação política que no nosso entendimento traduz a vontade dos portugueses expressa não só em bases programáticas como também em medidas concretas.

Em vez de, como fizemos, analisar a minha carta, identificando os pontos de concordância e discordância, porventura até parcial, [Passos Coelho] limita-se a rejeitá-lo em bloco, com o extraordinário argumento de serem as bases programáticas e as medidas constantes do programa do PS”.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho e o líder do PS, António Costa, à saída da reunião entre os dois partidos no dia 13 de outubro de 2015.

António Costa afirmou que nada mais acrescentou para além de insistir na necessidade de ser disponibilizado integralmente o conjunto de informação financeira que oportunamente solicitou e só foi parcialmente respondido.

Por fim reafirmou que, responsavelmente, o PS procurará assegurar as melhores condições de estabilidade e governabilidade que garantam esta reorientação, no quadro plural da nova representação parlamentar.

Fontes: Público e TSF.

Ruben Ramalho e José Ribeiro

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