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Costa deita governo de Passos abaixo se conseguir aliança com a Esquerda. CDU mostra-se disponível

António Costa, um dos grandes derrotados nas últimas eleições legislativas do dia 4 de outubro (domingo), anunciou que vai impôr dificuldades a quem disputar a liderança do Governo de Pedro Passos Coelho, sendo que apenas recebeu o apoio de vários dirigentes próximos de António José Seguro.

Um assunto que irá ser discutido numa reunião da Comissão Política Nacional do PS agendada para amanhã, dia 6.

Porém há apoiantes do antigo secretário-geral do PS, António José Seguro, que estão contra esta decisão.

É o caso de Miguel Laranjeiro, que defende a demissão de António Costa por ter perdido as eleições, decisão apoiada também por António Braga, outro apoiante de Seguro.

Por outro lado António Galamba, outro apoiante de Seguro, aponta falhas graves à candidatura de Costa que impediram-no de chegar à liderança do PS e ainda obter uma maioria absoluta nas Legislativas (Fonte da imagem: Diário Económico).

Até ao momento a CDU demonstrou disponibilidade para formar um Govermo de esquerda com o PS, de maneira a “construir uma política alternativa” e “respeitando a confiança que lhe foi dada pelos eleitores para romper este caminho que tem vindo a ser seguido por este Governo e tentar encontrar uma política alternativa”, conforme salienta João Oliveira, líder da bancada parlamentar do PCP.

“Os nossos votos, os nossos deputados e a nossa força contarão sempre para romper com esse caminho e para construir uma política alternativa”.

Porém João Oliveira afirma que a disponibilidade do PS remete para”a continuação da mesma política”, isto numa altura em que “o Governo do PSD e do CDS deixou de ter condições na Assembleia da República para governar sozinho”, acrescentando que a CDU nunca se recusou no que toca a estabelecer diálogo com outros partidos.

A coligação Portugal à Frente (PàF), formada pelo PSD e CDS-PP, venceu as últimas eleições legislativas com 38,55% dos votos (correspondendo a 104 deputados), embora tenha perdido a maioria absoluta.

Já o PS foi o segundo partido mais votado, obtendo 32,38% dos votos (o que equivale a 85 deputados), sendo que resta atribuir quatro assentos na constituição da futura Assembleia da República referente aos círculos da emigração (Fonte da imagem: Folha do Domingo).

Fontes utilizadas no artigo: DN, Económico e RTP.

Autor: Ruben Ramalho, nº a21300712 (3º ano CCC).

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