• Início
  • Notícias
  • De Presidente da Câmara de Lisboa a Primeiro-ministro de Portugal

De Presidente da Câmara de Lisboa a Primeiro-ministro de Portugal

António Costa foi entre 2007 e 2015 o Presidente da Câmara de Lisboa. É desde o mês passado Primeiro-ministro de Portugal.

António Costa permanece assim na política de forma ativa e pelo que demosntra, cada vez mais determinado e importante até mesmo para o país.

No entanto, se muitos são os defensores deste político português, muitos são também aqueles que demonstram desconfiança na sua prática política.

Fonte da Imagem: Sapo

Depois da crise que Portugal atravessou, e com incidência face à época em que Passos Coelho era Primeiro-ministro, ser oposição dizia-se que era fácil, pois numa política de cortes exaustivos, até mesmo na função pública, os apoiantes começam a desconfiar e até mesmo a ficar contra as medidas, que necessárias ou não para o país, dificultaram certamente vidas portuguesas no que toca às suas posses financeiras.

É aqui que cada vez mais os Portugueses olham para a oposição de Passos Coelho e tendem em falar dela.

Fala-se então do Secretário Geral do Partido Socialista, que era na altura António José Seguro. António José Seguro permaneceu à frente do PS um bom período de tempo, mas, não chegou a ir a votos, a não ser dentro do seu próprio partido.

A Política Portuguesa começa aqui a criar factos históticos dentro dela própria, no que toca ao tentar resolver um problema interno no PS. Com Seguro à frente do partido, e eleições quase a chegar, António Costa aparece e dá o seu nome como candidato às Legislativas de 2016, pelo que para isso acontecer, Seguro tinha de ser retirado do seu atual cargo político.

Como ninguém abdica do seu cargo, um já consomado e o outro por adquirir, o PS lança assim as Eleições Primárias. Com a “guerra” criada dentro do PS, onde o próprio partido se divide, é mesmo António Costa quem vence estas eleições, provocando assim a saída de Seguro do cargo que tinha.

A perda de cargos não ficou por aqui, pois obviamente, Costa teve também de perder o cargo que tinha até então, e que por sua vez tinha sido alcançado com uma vitória esmagadora, pois obteve maioria absoluta nas Autárquicas passadas, ficando como Presidente da Câmara de Lisboa, cargo este que afirmou nunca deixar até o prazo acabar. Isso nã aconteceu. Deixou a Câmara de Lisboa e passou diretamente para Secretário Geral do PS, e embora tivesse perdido as eleições, mais uma vez fez história na própria história da política em Portugal.

Conseguindo chegar a acordo com os dois partidos de esquerda mais votados a seguir ao PS, António Costa assegura assim a maioria parlamentar, permitindo então formar governo desde que o Presidente da República, Cavaco Silva, assim o permitisse.

Com uma minoria de esquerda e um orçamento de direita rejeitado, a esquerda alcança assim o poder, e António Costa é indigitado como Primeiro-ministro de Portugal.

Com argumentos positivos e outros negativos, António Costa fica com duas frentes: A conquista de um cargo com mais simpatizantes políticos e um poder maior em Portugal. Por outro lado, a derrota face aos votos que obteve sozinho, os inimigos criados pelas “guerras” internas do seu próprio partido bem como a possível perda de confiança e legitimidade caso o seu trabalho enquanto novo Primeiro-ministro não durar o tempo que é estimado durar com o acordo feito com PCP e BE. Se resultar, Costa ficará para sempre recordado pela positiva e pela conquista que obteve juntando partidos “diferentes” na sua própria legislatura, sendo por isso sempre bem visto, se não resultar, esta aparente vitória tornar-se-à certamente na maior derrota de António Costa, ficando para sempre marcado pela negativa e certamente afastado para sempre da política em Portugal. No entanto, será que se logo de início Seguro ficásse à frente do partido, o PS seria o vencedor das Legislativas sem precisar de acordo?

Fontes: Económico, Expresso, Público e Observador.

Luís Capão

Tags: