Descobertas provas da existência de um lago em Marte

A sonda norte-americana “Curiosity” descobriu pela primeira vez na superfície de Marte provas directas da existência daquilo que foi outrora um lago de água doce, foi esta segunda-feira anunciado pela Nasa.

Já não resta água naquela superfície, mas os testes de perfuração e as análises químicas efectuadas pelo robot “Curiosity”, em rochas densas, deixam pensar que as condições estiveram um dia reunidas para permitir vida microbiana neste lago, há pouco mais de 3,7 mil milhões de anos.

As rochas analisadas continham vestígios de carbono, hidrogénio, oxigénio, azoto e enxofre e fornecem “as condições ideais para uma vida microbiana elementar”, revelou o estudo, cujos resultados foram publicados na revista norte-americana “Science”.

Um autorretrato da sonda robot “Curiosity”, em Marte Fotografia © Reuters / NASA

Todas as pequenas formas de vida bacteriana, conhecidas pelo nome de chemolithoautotrophes, desenvolvem-se em condições similares no planeta Terra e são, normalmente, encontradas nas grutas ou no mar em chaminés hidrotermais.

As características do lago, segundo os cientistas, são favoráveis ao desenvolvimento de formas microbianas simples, comuns em cavernas e que sobrevivem decompondo minerais como forma de obter energia.

No entanto, Sanjeev Gupta, professor do Departamento de Ciência e Engenharia da Terra no Colégio Imperial, em artigo publicado na revista Science, destacou que não foi encontrado sinais de vida em Marte.

“Constatamos que a Cratera Gale foi capaz de sustentar um lago em sua superfície e que isso pode ter sido propício à vida microbial há milhões de anos”.

“É realmente o mesmo ambiente” que podemos encontrar na Terra, afirmou John Grotzinger, professor de Geologia no Instituto de Tecnologia da Califórnia, descrevendo o que foi em tempos um lago de água fria percorrido por correntes e cercado por uma paisagem de montanhas nevadas.

Fontes: DN; Renascença; Diário da Rússia; Reuters Brasil

Vanessa Barroso

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