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Dólares americanos continuam escassos no mercado angolano, devido a crise do petróleo

Há pouco mais de um ano, a injeção de divisas no mercado angolano ultrapassava normalmente os 2.000 milhões de dólares por mês.

A venda de divisas à banca comercial angolana continua em mínimos de anos, tendo ascendido na última semana a 55,5 milhões de dólares, menos 70 por cento face à anterior, segundo dados do Banco Nacional de Angola.

De acordo com o Diário de Notícias, nas semanas anteriores de janeiro, o Banco Nacional de Angola (BNA) injetou nos bancos angolanos 330 milhões de dólares (305 milhões de euros), somando-se 55,5 milhões de dólares (51 milhões de euros) na última semana, valores historicamente baixos, devido à crise financeira, económica e cambial que Angola atravessa.

Há pouco mais de um ano, a injeção de divisas no mercado angolano ultrapassava normalmente os 2.000 milhões de dólares por mês. As vendas na última semana foram concretizadas a uma taxa de câmbio média de 156,388 kwanzas (93 cêntimos) por cada dólar, inalterada face à semana anterior. Paralelamente, devido à escassez de divisas e limitações aos levantamentos impostas nos bancos, o mercado informal, de rua, já transaciona a nota de um dólar a mais de 350 kwanzas.

A venda de divisas na última semana, correspondeu a 45,5 milhões de dólares (42,1 milhões de euros) em leilão de preço para cobertura de necessidades gerais dos bancos comerciais, somando-se dez milhões de dólares (9,2 milhões de euros) para garantir operações de viagens e remessas de dinheiro ao exterior do país “de natureza de ajuda familiar”. Entretanto, a falta de divisas, em função da procura, também, continua a dificultar, por exemplo, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro. A crise angolana resulta da redução de receitas fiscais do petróleo, e por consequência cambial, devido à redução da entrada de divisas no país.

Fontes: dn, económico, BNA

Imagens: Google

José Ndalo Ribeiro, CCC

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