Eleições Legislativas 2015

As eleições legislativas deste domingo foram marcadas por vários pontos diversos de supresas, vitórias e derrotas.

A primeira “vitória” reconhecida por todos os partidos políticos foi a da abstenção.

Todos os partidos comentaram perante os orgãos de comunicação social o facto de ser uma vitória para os portugueses e para a democracia haver mais adesão ao voto, o que no entanto não se verificou, pois os factos não foram ao encontro das sondagens, como podemos perceber através dos resultados apresentados pela RTP de que a abstenção subiu de 41.9 % (em 2011) para 43.07 % no presente ano.

A vitória da Coligação Portugal à Frente (PPD/PSD.CDS-PP) foi assim a força política mais votada com 36.83 %, ganhando assim estas eleições legislativas.

Apesar disto, o PAF perdeu a sua maioria absoluta, sendo que era este um dos grandes objtivos da coligação.

O Partido Socialista, derrotado nestas eleições ao atingir apenas 32.38% dos votos

O Bloco de Esquerda foi um dos partidos que mais subiu nestas eleições, alcançando 10.22% dos votos, conseguindo assim colocar 19 deputados na Assembleia.

O Partido Comunista alcançou apenas 8.27% dos votos, conseguindo assim mais um deputado face ao ano de 2011.

Surpresa das surpresas foi o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) que conseguiu pelo distrito de Lisboa fazer-se representar por um deputado.

Apesar da vitória ser da Coligação, há assim uma vitória absoluta da esquerda, visto que o número de deputados do PS e BE (juntos) são os mesmos do que a coligação PAF e PSD (pelo menos até ao momento em que faltam apurar 24 freguesias).

Faltando apenas apurar os votos dos emigrantes, consegue-se perceber que apesar da vitória da direita, a esquerda obtém a maioria, sendo por isso necessário o parecer do Presidente da República Dr. Aníbal Cavaco Silva para avaliar a solidez destes resultados permitirem uma governação estável em Portugal.

Luís Capão

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