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Gerárd Mortier, figura incontornável do mundo da ópera morre de doença prolongada

Gérard Mortier, uma das figuras mais importantes da cena operática das últimas décadas, morreu este domingo de doença prolongada, em Bruxelas, com 70 anos.

Nascido em Gand, na Bélgica, em 1943, Mortier estudou Direito e Comunicação mas a música e o teatro eram a sua grande paixão.

Dirigiu alguns dos mais importantes teatros da Europa, como o Teatro Real de la Monnaie, em Bruxelas (1981-1992), o Festival de Salzburgo (1992-2001) e a Ópera de Paris (2004-2009), até chegar ao Teatro Real de Madrid em 2010, cargo que ocupou até Setembro de 2013, ainda assim permaneceu ligado ao mesmo pois manteve-se com o cargo de conselheiro artístico.

Mortier padecia de cancro no pâncreas e por esse motivo terá sido obrigado a deixar as suas funções de director para poder fazer os tratamentos.

O Ministério da Cultura espanhol determinou que o próximo director artístico teria de ser espanhol e assim sendo o seu sucessor acabaria por ser Joan Matabosch.

Apontado como um grande inovador e um grande director de ópera, Le Monde adianta que Gérard deverá ser a primeira pessoa, ainda que após a sua morte, a ser distinguida com o Prémio Mortier, um prémio que terá o seu nome e que pretende distinguir profissionais da ópera que arriscam e inovam no meio.

A entrega do prémio está marcada para o dia 31 de Maio de 2014 em Graz, Aústria.

Fontes: Público, DN, TVI24

Andreia Ginja

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