Greve de Metro sem serviços mínimos

O Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social ( Ces) não estabeleceu serviços mínimos para a greve do Metropolitano de Lisboa, na próxima quinta-feira, dia 31.

Ao contrário da última greve, cancelada, e posteriormente substituída por “um dia de luto”, o tribunal arbitral decidiu não pôr a circulação obrigatória de algumas composições.

A decisão do tribunal deverá ter como consequência o encerramento de todas as estações de metro, tal como tem acontecido nas últimas greves.

Segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações ( Fectrans), os serviços mínimos obrigam muitos trabalhadores a exercerem serviço, o que os impede de «exercerem o direito à greve».

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa convocaram uma greve de 24 horas para a próxima quinta-feira, depois de 36 organizações sindicais e comissões de trabalhadores do sector dos transportes decidirem avançar com uma quinzena de greves, entre a próxima sexta-feira e dia 8 de Novembro, contra as propostas do Orçamento do Estado para 2014.

Esta paralisação é a segunda num período de 15 dias de protestos, agendada pelos sindicatos do sector dos transportes e das telecomunicações.

A primeira ocorreu na passada sexta-feira, com a greve nos CTT.

Quanto à paralisação de quinta-feira, é previsível o encerramento de todas as estações e a empresa avisa os utentes que deverá já ter efeitos a partir das 23h20 de quarta-feira.

Face a esta decisão, fonte do Metro garantiu à agência Lusa que as estações estarão fechadas nesse dia.

Fontes: Sol; Diário Económico; Dinheiro Digital; Público; Expresso

Rute Fidalgo e Vanessa Barroso

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