Greves no metro de Lisboa marcam o final de ano.

O Metro de Lisboa está encerrado desde as 23h15 de terça-feira e a empresa prevê a suspensão do serviço de transporte até à 1h00 de quinta-feira. A circulação será retomada a partir das 6h30 de dia 18 de Dezembro.

Segundo a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações ( Fectrans), Anabela Carvalheira, a greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa fechou as estações de metro e espera-se ter uma adesão de 100%.

De acordo com o Sindicato, os trabalhadores lutam e revogam por melhorias nas condições de trabalho.

“Esta greve tem uma particularidade – é essencialmente contra a degradação das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores de uma área específica, que é a área operacional, e portanto contra a redução do número de trabalhadores, contra a falta de operacionais que acabam por provocar dias inteiros com supressões de comboios e com paragens de circulação”.

Para Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, esta paralisação também é uma forma de protesto contra a privatização de uma empresa que para os trabalhadores deve continuar a ser pública e ao serviço da população.

Estima-se que o metro atenda diariamente 500 mil clientes.

Para suprir as paralisações, nessa quarta-feira (17/12), será reforçado o número de autocarros da Carris das carreiras 726 (Sapadores-Pontinha), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação da Damaia), sem afectar o planeamento do serviço normal da transportadora.

A greve desta quarta-feira não será, porém, a última deste ano.

A paralisação repete-se na próxima segunda-feira, “em defesa do serviço público da empresa” e pela “resolução dos diversos problemas socio-laborais existentes”.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa convocaram uma greve para o dia 22 de Dezembro.

Segundo fontes, a greve de 24 horas, foi decidida no dia 05 de Dezembro, durante um plenário realizado em frente às instalações da empresa na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa.

Fontes: Publico.pt , DN.pt

Giulia Muller

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