Hackers chineses atacam Ministério dos Negócios Estrangeiros

Cinco países europeus, incluindo Portugal, foram atacados por e-mail.

Até ao momento, o Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, não prestou quaisquer declarações.

O relatório divulgado hoje pela empresa informática FireEye revela que foram hackeados os sistemas informáticos de ministérios dos negócios estrangeiros de cinco países – República Checa, Bulgária, Letónia, Hungria e Portugal.

A informação foi divulgada hoje pelo New York Times.

De acordo com o relatório da FireEye, os ataques tiveram inicio em 2010 tendo sido feitos de forma reiterada.

Embora os países não sejam mencionados nos documentos aos quais o New York Times teve acesso, é possivel, através dos endereços de e-mail do site hackers, perceber quais são os cinco alvos sendo que estes foram, posteriormente confirmados ao NYT por uma fonte da investigação.

Nart Villeneuve, colaborador da FireEye na ivestigação, relembrou que o trabalho deste grupo não incide sobre alvos comerciais mas sim governamentais, alertando para a possível hipótese de se tratar de uma campanha afiliada pelo Estado Chinês.

A estratégia do grupo passava por enviar e-mails com um link onde se dizia existir fotografias de Carla Bruni nua.

Assim que o endereço fosse clicado, os hackers conseguiam entrar não só no computador mas também na rede informática a que este estava ligado, sendo que, numa primeira fase, os investigadores não tenham tido a percepção de quais os ficheiros afectados.

A FireEye conseguiu, depois se infiltrar uma semana nos servidores do grupo, detectar 21 alvos diferentes, cinco incluindo ministérios, no mês de Agosto.

Os principais eram, na grande maioria da vezes, individuos com acesso privilegiado a conteúdos. Não é possível. Contudo, contabilizar o numero de computadores e servidores afectados.

Em declarações ao New York Times, o investigador sénior da FireEye, Rob Rachwald, fez saber que os ataques da China a ministérios dos Negócios Estrangeiros de outros países não são novidade.

O investigador diz mesmo que esta prática é comum quando se pretende obter informação de forma antecepida, sendo que, refere também as questões policiais a título de exemplo.

Até ao momento, o gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete, fez saber que, por enquanto, não serão feitos quaisquer tipo de comentários à notícia.

À semelhança de Portugal, também os ministérios dos outros países optaram por não prestar quaisquer tipo de declarações.

Fontes: Público, Diário de Notícias, Diário Económico

Beatriz Alves, Marisa Rodrigues, Cátia Ferreira

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