Húngaros recusam pagar taxa para uso da internet

“Libertem a Hungria, libertem a internet”. Foi o grito de milhares de húngaros que saíram ontem às ruas de Budapeste para se manifestarem contra a intenção do governo da Hungria, de introduzir uma taxa sobre a utilização da internet no país.

Foram mais de dez mil pessoas que se manifestaram na capital da Hungria.

Judit Nagy-Korsa, uma das manisfestantes disse que “é uma ideia retrógada, quando a maioria dos países está a tornar o acesso à internet mais fácil”.

A multidão prosseguiu até à sede do partido Fidesz, do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, aclamando “Libertem a Hungria, libertam a internet”, ao chegar ao local deixaram teclados de computador junto dos portões.

Segundo a agência francesa AFP, o ambiente começou a ficar tenso quando a polícia de choque decide cercar a zona.

Ainda assim os manifestantes conseguiram partir algumas janelas do edifício.

Balázs Gulýas, um dos organizadores do protesto, disse que “não vai haver nenhuma taxa de Internet, nós vamos impedi-lo”.

Afirmou ainda que “se a taxa não for anulada nas próximas 48 horas, estaremos de volta”, reforçando que esta taxa “isolaria a Hungria do resto do mundo e poderia causar a perda de milhares de postos de trabalho”.

A taxa terá o valor de 150 forints (50 cêntimos) por cada gigabyte de dados transferidos, e o comunicado foi feito esta semana pelo Ministro da Economia, Mihály Varga.

A medida, que consta do orçamento para 2015 de um dos países mais endividados da União Europeia, entraria em vigor no próximo ano e permitiria angariar cerca de 60 milhões de euros por ano.

No entanto, vai ser discutida no parlamento na próxima semana.

Cláudia Évora

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