“Interrogatórios” da CIA

Foram revelados ontem, terça-feira, os programas de tortura que os serviços secretos da CIA faziam aos suspeitos de terrorismo.

Após sete anos de análise a mais de 6 milhões de documentos, chegou-se à conclusão que esses actos não valeram de nada, foram em vão.

E agora? Até a líder do Comité de Serviços Secretos, Dianne Feinstein, afirmou que estas acções não iriam avançar nada e que dificilmente iriam descobrir alguma informação relevante que fosse permitir o desmantelamento dos planos terroristas.

Imagem: Pictures New

Basta ver o que está a acontecer agora no Iraque e na Síria.

Não eram uma dúzia de torturas que iriam contribuir para a “paz” no mundo.

Não esquecer que as forças especiais dos Estados Unidos conseguiram localizar e matar o líder da Al Qaeda, Bin Laden, mas mais uma vez, de que é que isso adiantou?

Para além disso, três dos agentes da CIA que conduziam as torturas, ocultaram informação ao Congresso e à Casa Branca.

A líder acusa os agentes de terem pouco treino e historiais de maus tratos.

E ainda houve envolvimento de indivíduos de outras empresas (privadas), quando estes não tinham nada que participar.

Toda esta informação vem, mais uma vez, criar críticas aos Estados Unidos durante a era de Bush.

Talvez a revelação deste documento venha com o objectivo de comparar o que Bush fez e o que Obama está a fazer, relativamente ao assunto “Terrorismo”.

A verdade é que com o surgimento do Estado Islâmico e dos actos que têm cometido, Obama decidiu que bombardear as regiões controladas pelo grupo seria a solução.

Então e os inocentes que lá estão? Então e os inocentes que foram torturados na era de Bush? Parece que estamos na mesma.

Sim, os terroristas podem ser considerados desumanos pelos actos que cometem mas e os agentes da CIA? Mostraram um grande desrespeito e desprezo pela vida humana através de actos que lembram a Inquisição, para obterem uma resposta de alguém que, se calhar, nem sequer a tinha.

Para uma nação que defende os direitos humanos e a liberdade, não tem como defender estes “interrogatórios” – como eles chamam – que de interrogatórios não têm nada.

Fontes: Diário de Notícias, Expresso

Iolanda Rosa

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