Jornalista norte-americano raptado na Síria

O experiente repórter de guerra norte-americano James Foley, de 39 anos, foi raptado na Síria a 22 de Novembro, o dia de Acção de Graça nos Estados Unidos.

A informação foi adiantada pela família que, após guardar segredo durante 6 semanas com esperança de que isso facilitasse a sua libertação, decidiu tornar público o desaparecimento.

A família espera agora que a pressão dos media funcione a seu favor e aumente as probabilidades do jornalista ser libertado.

James Foley tem colaborado nos últimos meses com a Agência France Press ( AFP) na cobertura da guerra na Síria e, segundo testemunhos recolhidos pela agência, foi raptado perto da cidade de Taftanaz por quatro homens armados que depois libertaram o seu motorista e o tradutor.

Nesse mesmo dia, o repórter comunicou pela última vez com a família, numa conversa via Skype com a irmã.

No entanto, não deu qualquer sinal de sentir perigo pela sua vida.

O pai, John Foley, apelou aos raptores para que lhe digam “onde ele (James Foley) está e que nos ajudem a assegurar a sua libertação”.

De lembrar que o Comité de Protecção de Jornalistas elegeu a Síria, onde morreram 28 jornalistas em 2012, como o país mais perigoso no mundo para trabalhar.

No entanto, esta não é a primeira vez que James Foley é raptado.

Já em 2011 o repórter havia sido raptado na Líbia durante a cobertura à guerra cível do país juntamente com outros jornalistas, entre os quais o fotógrafo sul-africano Anton Hammerl, que foi alvejado e deixado a morrer no deserto.

Todos os restantes jornalistas foram libertados 43 dias depois de serem sequestrados e Foley afirmou que se iria arrepender desse dia e da morte de Anton para sempre.

Entretanto foi já criado um site e uma conta no Facebook e no Twitter a apelar à libertação de James Foley onde qualquer um pode deixar uma mensagem ao repórter.

Fontes: CNN e Fox News

Carlos Fernandes

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