Música no Teatro de Almada

No seguimento da parceria que a nossa entidade tem com a Companhia Teatro de Almada venho informar dos próximos espectáculos no TMA, em que os nossos membros e os seus acompanhantes, mediante a apresentação do cartão da entidade, tem desconto na aquisição dos bilhetes.

António Pinho Vargas

Há nele (disse-o numa entrevista) uma clara heteronímia: a que faz convergir num só homem um pianista, um compositor e um ensaísta – para referir aquelas que são as suas principais personae públicas.

Desdobramentos que revelam António Pinho Vargas como um dos mais interessantes músicos da nossa modernidade e que têm vindo a deixar marcas na sua mais recente criação musical.

Neste concerto em Almada o músico tocará em versão piano solo alguns temas do seu período do jazz, incluindo os inconfundíveis e inesquecíveis temas Dança dos pássaros, Vilas morenas ou La Corazon – de um conjunto de 36, reunidos nos dois CDs duplos Solo (2008) e Solo II (2009).

António Pinho Vargas (n.1951) é compositor, músico e ensaísta.

Licenciado em História, fez o Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto e um Mestrado em Composição no Conservatório de Roterdão.

Ex-programador em Serralves e no CCB, é professor de composição na Escola Superior de Música de Lisboa e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Em 2010 concluiu o seu doutoramento em Sociologia da Cultura.

Gravou oito discos de jazz como pianista e compositor, compôs óperas, uma oratória, peças para orquestra (incluindo uma obra sinfónica), obras de câmara e ainda música para filmes.

Escreveu vários livros, entre os quais Música e poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu, publicado em 2011.

17 Fevereiro | Sexta-feira às 21h30 | Preço Especial: 9€ por pessoa

O Fantasma das Melancias
de Clyesen, Espina e Acuña | encenação de Teresa Gafeira
Companhia de Teatro de Almada

O fantasma das melancias é um espectáculo colorido e divertido que apela à interactividade das crianças com a própria peça.

São três histórias que se contam: A sopa de pedras, Churrinche contra o fantasma, e A república do cavalo morto.

Entre as personagens que preenchem este espaço do imaginário infantil encontram-se: o velho avarento, um galo que quer convencer um urso dentista de que sofre de uma cárie num dente, e o ladrão de melancias que é apanhado pelo rapazinho que lhe dá umas boas pauladas com o rolo da massa.

Este espectáculo conta com encenação de Teresa Gafeira, uma actriz que tem vindo a desenvolver uma actividade regular no que toca à criação de espectáculos para a infância e que têm constituído verdadeiros êxitos junto do público infantil – e adulto.

São da sua autoria espectáculos como A flauta mágica, a partir de Mozart, e O barbeiro de Sevilha, a partir de Rossini.

18 a 21 Fevereiro | Sábado e Segunda-feira às 16h00 | Preço Especial: 5€ por pessoa

Dead Combo
Tó Trips e Pedro Gonçalves

Lançado em Setembro de 2011, Lisboa mulata é um trabalho de regresso às origens com sonoridades mestiças, em que se procurou explorar a natureza africana de Lisboa.

Neste disco, para além da presença habitual do baterista Alexandre Frazão, os Dead Combo contaram com as colaborações do prestigiado guitarrista norte-americano Marc Ribot e dos portugueses Camané e Sérgio Godinho, que assinam, respectivamente, voz e letra em Ouvi o texto muito ao longe.

Os Dead Combo, de Tó Trips (guitarra) e Pedro Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras), surgiram em 2001 para um percurso aclamado e surpreendente.

Com cinco álbuns gravados, Vol. 1 (2004), Vol. 2 – Quando a alma não é pequena (2006), Guitars from nothing (2007), Lusitânia playboys (2008) e o álbum ao vivo Live Hot Clube (2009), a sua música é uma amálgama estilística que reflecte uma portugalidade universal.

Precursores de um estilo que os próprios classificam de tango psychobilly, a piscar o olho ao fado western, mas recheado com sonoridades das mais diversas localizações, proporcionam-nos paisagens e sons que habitam o continente africano, os trópicos sul-americanos, as estepes do Leste, as ruas estreitas de Alfama ou os rails do eléctrico da Bica.

Trata-se, dizem, de música popular feita na rua para as gentes da rua.

25 Fevereiro | Sábado às 21h30 | Preço Especial: 10€ por pessoa

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