Não é só a vítima que se cala

O trabalho realizado por associações como a APAV tem sido bastante importante, marcando a diferença no apoio disponibilizado à vitíma.

Quer no apoio directo ou através de campanhas de sensibilização para que a violência não passe em branco.

Mas agressões existem e apenas estas ajudas não é o suficiente para que esta realidade se altere. Não hesite em denunciar, qualquer um pode fazer a diferença.

O PS, PCP, BE e PAN pretendem, nos seus projectos de lei, regulamentar as responsabilidades parentais em situações de violência doméstica, esses projectos serão sujeitos a debate no Parlamento. É importante que as leis protejam as vitímas para que estas não se refugiem no medo por aquilo que o agressor poderá fazer como consequência de uma denúncia.

No relatório anual da APAV relativo ao ano de 2015 é visível a tendência que existe no aumento da violência, vemos também que o número de processos de apoio não sofreu um aumento assim tão significativo comparativamente com o crescendo de crimes e outras formas de violência assim como com o número de vitímas.

A violência doméstica e outras formas de agressão são uma realidade e fechar os olhos é pactuar com o crime. É necessário que o assunto seja abordado sem medos nem vergonhas, fazer com que as vitímas não hesitem em pedir ajuda. Violência doméstica é um crime público e como tal pode e deve ser denunciado quando acontece. Não faça parte deste tipo de negligência, não deixe passar ao lado.

Fontes: Público, APAV

Andreia Filipa Martins e Margarida Silva

Fonte: APAV

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