Nova tentativa de estupro na universidade USP.

No último dia 10 de Dezembro, uma estudante da Universidade de São Paulo ( USP) resolveu contar anonimamente, sobre a tentativa de estupro que ocorreu dentro da faculdade, na qual ela é aluna do quarto ano de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

No início do mês de Março de 2014, Maria (nome fictício, usado para preservar a identidade da estudante), começou a receber bilhetes anónimos deixados em sua mochila, dentro da sala de aula.

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No início eram apenas elogios, porém, após alguns meses, Maria começou a desconfiar e suspeitar da real intenção do autor, e foi então que os bilhetes começaram a ficar mais agressivos e com tom de ameaça.

Maria procurou ajuda dentro do departamento da universidade, porém não encontrou respostas. A jovem então fez um B.O. (boletim de ocorrência) na polícia, para deixar o caso registrado.

No mês de Agosto, a universidade encontrava-se fechada, por motivo de greve dos professores e funcionários da instituição.

No entanto, Maria foi se encontrar com amigos para a realização de um trabalho de grupo. Foi então que o ataque aconteceu. A estudante foi surpreendida pelas costas e imobilizada, sem poder identificar o rosto do agressor.

Após alguns minutos, Maria conseguiu alcançar a buzina do carro que dirigia e começou a buzinar para chamar atenção de qualquer um que pudesse ajuda-la.

O agressor se assustou, bateu com o rosto de Maria no carro e correu para que não fosse preso ou identificado.

Hoje, sem muito suporte da universidade ou da polícia, por não terem provas ou suspeitos de quem seja o agressor, Maria busca métodos para se defender sozinha.

A estudante passou a frequentar apenas aulas diurnas, carrega consigo um spray de pimenta e procura sempre andar em grupo, nunca sozinha.

Os casos de agressões contra mulheres estão cada vez mais comuns no Brasil e no mundo.

Infelizmente nem sempre as vítimas encontram apoio ou suporte das entidades, por não terem provas ou suspeitos concretos da acção.

Devido ao medo, incerteza e insegurança, muitas mantém silêncio sobre as agressões sofridas.

No entanto, é importante que esses casos sejam notificados e que sirvam de alerta para tantas outras mulheres no mundo.

No caso de Maria, a jovem publicou sua história nas redes socias e seu relato se tornou viral.

A estudante recebeu muitas mensagens de apoio, suporte e também de outras meninas que viveram situações semelhantes, algumas até mesmo dentro da mesma universidade.

Fonte: G1.globo

Giulia Muller

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