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O 25 de Abril e os Media: A REVOLUÇÃO EM DIRECTO – Um resumo

Com o 25 de Abril mesmo à porta, começou uma altura de grande debate perante este acontecimento marcante para o povo português.

Para tal, no dia 2 de Abril foi realizada uma entrevista de nome: “O 25 de Abril e os Media: A REVOLUÇÃO EM DIRECTO” cujo objectivo era contar o dia da Revolução dos Cravos aos olhos de testemunhas que estiveram na frente do acontecimento, explicando o impacto dos media na propagação desta revolução.

Como tal, os protagonistas: Vitor Grespo, Teófilo Bento, Adelino Gomes, Cradoso Frontão e Francisco Cena Santos deram a sua perspectiva do 25 de Abril através de um debate extenso, com a presença de alunos de comunicação e o público em geral.

No debate em sí, foram contadas diversas hístorias que decorreram no periodo de 2 dias (24 e 25 de Abril) e são indicadas as grandes diferenças de Portugal e dos media, de hoje para o 25 de Abril, em termos politicos e socioculturais.

No início do debate foi destacado a “Radio Clube Português” como um dos principais e mais importantes meios de comunicação no decorrer da revolução, onde foi feito o primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas (MFA), na madrugada de 25 de Abril, evidenciando que o comunicado foi “decisivo” para a ocupação dos meios de comunicação (como a RTP) por parte do MFA.

Adelino continuou o debate, e desta vez focou-se na forma de raciocínio do governo português face ao povo e aos opressores, chegando à conclusão que o governo não tinha margem de compaixão para com as suas opiniões (povo), evidenciando alguns dos relatórios oficiais em que eram avaliados muito negativamente.

Depois, uma grande porção do debate foi dedicado a todos os comunicados feitos pela Radio Renascensa na madrugada do 25 de Abril, através da perspectiva de Victor Crespo.

À medida que o grupo em que Victor estava instituído recebia notificações, o governo actuava como nada de grave tivesse acontecido e pouco fazia para resolver os problemas reais.

Os confrontos já tinham piorado ao ponto das próprias forças armadas terem feito um comunicado oficial de apelo ao povo português para se retirar para os respectivos alojamentos.

De seguida, Teófilo Bento deu o seu ponto de vista durante o sucedido.

Ele também estava instituído num grupo com o objetivo de tomar posse da RTP, que acabou por ter o apoio dos civis.

Ele próprio esteve envolvido num golpe de estado e, mais uma vez, recebeu grande reconhecimento por parte do povo, mas como anônimo, pelo qual que recusava qualquer tipo de proposta de entrevista visto que o podiam reconhecer de voz.

O debate foi, no geral, uma boa maneira de relembrar o quão importante a Revolução dos cravos foi para Portugal e os media, destacando a coragem dos portugueses para superar as suas dificuldades, antes e depois da revolução.

Este evento foi realizado pela ESCS em colaboração com a Universidade Lusófona e recomenda-se que verifiquem ambas as paginas para atualizações para futuros eventos.

Duarte Ferreira, fotografia de Francisco Freitas

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