O Benfica não era uma equipa portuguesa?

Benfica, Porto e Sporting são as três equipas que chegaram à fase de grupo da Liga dos Campeões.

Ou seja, estas três equipas chegaram à competição mais importante de futebol da europa (e talvez do mundo) para representar Portugal.

Fica sempre bem quando são portugueses que representam Portugal. E parece uma redundância mas não.

Existe uma carência brutal de jogadores portugueses que joguem na equipa principal destas três equipas.

A excepção é feita ao Sporting, que para além de treinador português, utiliza em média, mais de 5 jogadores portugueses no onze inicial.

Falamos de Porto e Benfica, com um foco especial para a equipa de Jorge Jesus, que realizou ontem o último jogo europeu da temporada.

O treinador é português, a equipa é portuguesa mas é difícil encontrar jogadores portugueses. Eles estão lá, pertencem ao plantel, mas actuam escassos minutos na equipa principal.

A excepção é feita ao jogo de ontem, em que o Benfica entrou em campo com três jogadores portugueses. Três! O número quase que pode chocar os mais nacionalistas. André Almeida, Tiago (Bebé) e Pizzi.

André Almeida foi capitão e a sua utilização não surpreende, Este é o jogador portugês que joga com mais regularidade no Benfica.

Os outros dois, tiveram ontem a oportunidade e tempo suficiente para mostrar serviço.

Até final do jogo, entrariam mais dois portugueses: Nélson Oliveira e João Teixeira.

O jogo ontem servia apenas para o Benfica cumprir calendário, podendo ainda ambicionar um prémio resultante de um empate ou vitória no jogo.

E foi o que aconteceu. O Benfica empatou, ganhou 500 mil euros, mas o mais importante a retirar é o facto de terem jogado jogadores portugueses.

Curiosamente, o melhor jogador em campo foi português: Pizzi. Será este o ponto de reviravolta no clube da luz? Esperemos que sim, e que os jogadores portugueses ganhem importância e relevância a jogar por equipas portuguesas.

Que não seja preciso fugirem para equipas de outros países para mostrar o valor que poderão ter.

O grupo do Benfica é o melhor exemplo disso. O Mónaco é orientado por Leonardo Jardim. Este treinador português utiliza (quase sempre) dois portugueses na equipa titular: João Moutinho e Ricardo Carvalho. E, no plantel do Mónaco, existe outro português que já foi suplente utilizado por 4 vezes na Liga Francesa, e 3 vezes na Liga dos Campeões.

O nome desse jogador é Bernardo Silva, um dos jovens com maior potencial da “cantera” do Benfica, está emprestado ao Mónaco.

O treinador do Zenit também é português, André Vilas Boas, e conta no plantel com dois portugueses. Danny que inclusivamente é capitão de equipa, e Luís Neto. Já o Bayern Leverkusen não conta com nenhum jogador ou treinador oriundos de Portugal.

Podia-se exigir que, no mínimo, as equipas portuguesas jogássem com mais um português que os seus adversários.

Fonte: Abola, Zerozero, MaisFutebol

Fontes: Imagem 1, Imagem 2

João Ribeiro

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