Obama quer mudar a lei das armas nos EUA

O Presidente dos EUA, Barack Obama, quer avançar com as medidas administrativas para expandir o sistema de escrutínio e controlo de venda de armas.

Esta é a segunda vez que Obama tenta impor novos controlos sobre as armas, a primeira foi em 2013.

Visivelmente emocionado, Obama apresentou as novas medidas na companhia da procuradora-geral norte-americana, Loretta Lynch. Contornou o Congresso e anunciou que vão ser impostas novas medidas de restrição à venda e porte de armas nos EUA. Algo que tem sido recusado por parte dos legisladores desde que o Presidente chegou à Casa Branca. O governante vai recorrer assim a acções executivas, o que lhe permite ultrapassar o Congresso dominado pelo Partido Republicano.

Os líderes Republicanos no Congresso, mesmo antes de ouvirem o Presidente, reagiram às medidas anunciadas pela Casa Branca com críticas inflamadas, considerando as medidas de Obama como “um assalto às liberdades individuais e à Constituição”, deixando promessas de um vigoroso contra-ataque.

Obama sabe que tem contra si não só o poder da National Rifle Association e a resistência dos republicanos como também uma lei de 1791,resultado de uma segunda emenda à Constituição dos Estados Unidos da América, lei essa que tem o objectivo de proteger o direito dos Americanos terem armas de fogo, sem controlo.

Antevendo os próximos tempos, que ameaçam ser de luta, o Presidente vai assumir uma campanha de relações públicas, durante os próximos dias, de forma a convencer os americanos da importância crucial e valiosa das suas medidas. Obama terá que explicar o porquê das suas decisões aos detentores e compradores de armas, que assumem os controlos e restrições como uma infracção dos seus direitos, o que antevê a tarefa de Obama, nada fácil.

Com a consciência de que não pode acabar com todos os atos de violência, afirma que no entanto pode tentar acabar com alguns deles.

Fontes do texto: Público; Jornal de Notícias; Diário de Notícias; Observador.

Fonte da imagem: Brasilpost

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