Portugal no pelotão da frente dos países mais corruptos

A noticia foi veiculada hoje, dando conta que Portugal mantem-se no 33.º lugar no Índice de Perceção da Corrupção da Organização Transparência Internacional, mas perdeu pontuação numa lista que este ano inclui mais um país do que em 2012.

Deste modo o pais apresenta uma classificação de 62 pontos, menos um que no igual período do ano passado, numa escala que vai de zero a cem, que vai de muito corrupto (zero) a livre de corrupção (cem).

Segundo a entidade reguladora deste processo: “Numa análise aos países da União Europeia, Portugal surge este ano em 14.º lugar (15.º no ano passado), acima da Polónia, Espanha, Itália, Grécia e da maioria dos países de leste”.

Adianta ainda que: “ O conjunto dos países da UE e Europa Ocidental é liderado pela Dinamarca (91 pontos em 100 possíveis), seguindo-se a Finlândia e a Suécia (com 89 pontos), enquanto o último lugar é ocupado pela Grécia (40 pontos).

A reacção não se fez esperar, através do vice-presidente da associação Transparência e Integridade, Paulo Morais, que considerou “dramática” a pontuação de Portugal, apontando a gravidade do fenómeno na política e Administração Pública.

Morais entende que bem mais grave é o facto de o posicionamento de Portugal na tabela da corrupção ter vindo a sofrer uma «depreciação permanente», pois no ano 2000 estava em 23.º lugar e, há 10 anos, ocupava a 25.ª posição.

Ainda relativamente a esta pontuação nada prestigiante para Portugal, o dirigente português lembrou que: “ A corrupção tem sido «crescente» e «patente» na Administração Pública, sendo exemplos disso os casos de corrupção na Expo-98, Euro-2004, o caso dos submarinos e os casos do BPN e do BPP”.

Em jeito de conclusão realçou que na última década, o país no mundo que mais se depreciou em termos de transparência foi Portugal.

Conforme dados divulgados pela Organização Transparência Internacional: “Na edição deste ano, os países onde houve melhoramentos mais significativamente percecionados foram o Brunei, Laos, Senegal, Nepal, Estónia, Grécia, Lesoto e Lituânia, enquanto os que mais pioraram foram a Síria, a Gâmbia, a Guiné Bissau, a Líbia, o Mali e Espanha, entre outros”.

Alveno Figueiredo e Silva e Pedro André Garcia

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