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Primeiro-ministro francês afirma que a Europa “não pode receber mais refugiados”

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou nesta quarta-feira ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung que “a Europa não pode receber mais refugiados”, na sequência da ameaça do autoproclamado Estado Islâmico, acrescentando que a Europa deve procurar “assegurar que os refugiados sejam acolhidos nos países vizinhos da Síria”, conforme salienta a agência de notícias France-Presse.

Manuel Valls alertou ainda que caso a Europa não tome estas medidas “coloca em causa a capacidade de controlar eficazmente as suas fronteiras”, acrescentando, quando questionado sobre o papel da Alemanha numa possível coligação com o Estado Islâmico, que “os alemães são pessoas que muito pragmáticas e um dia passarão da teoria para a prática”.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung que “a Europa não pode receber mais refugiados”.
A Europa enfrenta a maior crise migratória desde a II Guerra Mundial.

Fonte da imagem: Observador

Fonte da imagem: Fast Company.

Os atentados terroristas em Paris do dia 13 de novembro (no qual resultaram a morte de 130 pessoas) reacendeu o debate quanto à segurança das fronteiras externas do Espaço Schengen, até porque alguns dos autores dos ataques terroristas que foram identificados viajavam da Bélgica para Paria, para além de que o presumível “cérebro” dos ataques, Abdelhamid Abaaoud, pode ter regressado da Síria (onde combateu no Estado Islâmico), transitando para a Europa sem ter sido identificado.

O acordo de Schengen, que ditou o fim das fronteiras em 26 países europeus, conta com alguns instrumentos de controlo nas fronteiras externas pensados para os estrangeiros, mas não para os europeus, que não podem ser sujeitos a um controlo sistemático.

Refugiados oriundos da Síria esperando por asilo na Europa.

Mais de 800 mil refugiados chegaram à Europa em 2015 através do mediterrâneo, tendo em conta números avançados pela ONU (Organização das Nações Unidas), alertando para a situação na ilha grega de Lesbos, onde por esta altura milhares de pessoas dormem ao relento.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ( ACNUR) estima que, entre este ano e o próximo, 1,4 milhões de pessoas atravessem o Mediterrâneo em busca de segurança e protecção.

A Comissão Europeia confirmou, na última sexta-feira, que até ao final de 2015 vai apresentar uma proposta que visa rever as regras do espaço Schengen de livre circulação.

Fontes utilizadas no artigo: Observador, DN e Renascença.

Autor: Ruben Ramalho (CCC).

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