Procura do avião pelo submarino é abortada

Nesta segunda-feira (14), as autoridades em busca do avião da Malasya Airlines, através de um submarino telecomandado.

A Autoridade de Segurança de Segurança Maritima da Austrália, afirmou que “depois de cerca de seis horas de missão, o Blue Fin 21 excedeu a sua profundidade operacional limite de 4500 metros e regressou à superfície”.

Ao 38º dia depois dos últimos sinais que poderiam pertencer às caixas negras do avião desaparecido a 8 de Março, com cerca de 239 pessoas a bordo, os responsáveis pela busca terão desistido de esperar por novos sinais.

Ainda assim, as buscas à superfície não foram dadas ainda como terminadas.

A análise das quatro transmissões captadas pelo sonar do navio da Marinha australiana Ocean Shield entre 5 e 9 de Abril permitiu “definir provisoriamente uma àrea de fundo do mar reduzida e razoável”, explicou o chefe da Autoridade de Segurança Marítima da Austrália, que lidera as operações internacionais no Sul do Índico.

O Blue Fin 21 “envia um som, energia sonora, e fica à espera do eco.

O tempo entre o som enviado e o som recebido diz-nos a que distância está o objecto e a intensidade do som diz-nos quão denso ou forte esse contacto é”, explicou Mark Matthews, o capitão da Marinha norte-americana.

Este robô, diz o capitão Matthews, foi escolhido pela rapidez com que podia ser activado.

Mas não é necessariamente a escolha perfeita para analisar uma área tão grande. Cada missão do Blue Fin 21 deveria durar 24 horas: quatro horas de viagem, duas para descer mais duas para voltar à superfície; 16 horas de buscas e quatro horas para descarregar os dados recolhidos.

Após cinco semanas, a equipa australiana que assegura a coordenação das buscas no Sul do Índico acredita que está à procura do avião na zona certa. Por conhecer continuam os motivos do desastre – o voo MH370 desapareceu dos radares menos de uma hora depois da descolagem.

Fontes: Diário de Noticias, Público, Jornal de Noticias, Abola

Gonçalo Bento

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