Um (des)governo de Itália

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Dia 4 de Dezembro, os cidadãos italianos votaram “não” relativamente ao referendo que propunha a reforma constitucional, criada pelo agora ex-primeiro-ministro Matteo Renzi…

O referendo visava uma agilização do processo legislativo, como modificar o sistema de bicarelismo partidário (Senado e uma câmara dos deputados), reduzir os membros do Parlamento, conter e vigiar o funcionamento das instituições, suprimir o CNEL e rever o quinto titulo da segunda parte da Constituição (sobre o relatório do Estado-Regiões sobre a organização territorial e as questões económicas).

Mas estes são apenas cinco dos 47 artigos da Constituição que seriam alterados. Uma percentagem de 60% da população votou “não”, o que asegurou uma vitória esmagadora contra o “sim”. Este resultado comprova a desconfiança dos eleitores face ao projecto de Renzi, e a vontade pública de ver o primeiro-ministro italiano, mais novo de sempre, fora do cargo. Alguns académicos e politólogos apontam como consequência da derrota de Renzi ,a centralização de poderes em torno das suas funções e a disciplicência em não valorizar a estagnação do PIB nos últimos 20 anos e o desemprego juvenil.

Na realidade o bicarelismo não seria eliminado, mas reduzido o número de elementos que compunham ambas as instituições, o que não resolveria o sistema de paridade dentro da parlamento italiano.

Por tanto depois da demissão de Renzi, a Itália vive um período de incerteza, que contagia a Europa com a demandada anti-sistema que tem vindo a ocorrer de forma transversal (Vitoria de Trump, BREXIT). Assim o Presidente da República de Itália, Mattarella, vai-se reunir com os atores politicos e tomar uma decisão para estabilizar o Governo e o país. A Europa aguarda com expectativa a evolução dos acordos em Itália, para poder organizar a economia e a competitividade.

Questão

Fontes: Expresso, Público, Il fatto quotidiano

Wilds Gomes, Alessio Maurandi, Marcelo Teixeira

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