Um serão de Fado diferente

Antes de cobrir o evento em si, nada como dar uma “espreitadela” no historial da banda.

Este dueto de irmãos, traz-nos um estilo de música inovador.

Não passam ainda de covers – reprodução idêntica a músicas já tocadas/inventadas por outros – bastante especiais, tanto para o ouvido português como pela maneira diferente que são tocados.

Como qualquer outra banda, a ambição é sempre bastante elevada.

Tal como afirmou a vocalista da banda, “temos ambição de evoluir como é óbvio”.

Quando questionada sobre outros projectos esta afirmou que “existem algumas ideias em cima da mesa, mas para já, não passam disso”.

Já ao guitarrista – Cláudio – “o importante, para já, é termos pessoas que gostem de ouvir o que tocamos, da maneira que tocamos.

Claro que vamos querer sempre evoluir os nossos nivéis artísticos e musicais, como qualquer artista quer”, disse.

Depois desta pequena entervista aos músicos, fui para um dos melhor lugares da plateia (a mesa redonda do Casino”.

Como sempre, o local misturou glamour com bom ambiente. Entraram no palco, os dois músicos, já todos aperaltados com a maquilhagem feita.

Sempre com um sorriso na cara e uma boa disposição misturada com um nervosinho miudo, a banda cumprimentou a audiência calorosamente.

Acima de tudo, o que faz uma boa banda, para além de se gostar ou não do estilo musical, é a sua disposição com os fãs, o seu “à vontade” no palco.

Estas são peças importantes para mais tarde construir uma identidade entre músicos e público e também, levar as pessoas mais tarde a irem pesquisar sobre a banda, dar noteriedade à banda e divulgá-la.

Com músicas de Marisa Monte, e António Zambujo o ambiente começou a aquecer com o público a interagir bastante com a banda.

Concerto quase todo em português, algo que não se ouve e vê todos os dias. Infelizmente, as bandas portuguesas teimam a cantar noutra língua. Não é que tal situação seja desconfortável para quem ouve, mas a música portuguesa tem bastantes capacidades de vingar fora fronteiras.

Final do concerto, um enorme aplauso para a banda que teve uma peformance bastante agradável, proporcionando um bom serão para todos os presentes.

Mas nada como perguntar ao público directamente, se gostaram ou não. Numa pequena entrevista, a três pessoas que viram o espectáculo, do inicio ao fim, as opiniões não foram muito diferentes. Ricardo Cacheira, de 27 anos, afirmou ter gostado muito do evento, “é para repetir de certeza! Penso que ambos estiveram muito bem e que, se continuarem assim, poderão fazer umas coisas engraçadas”.

Já para a Joana Pedroso, de 26 anos, “penso que falta só uma percursão para dar mais amplitude à música, ao espectáculo e, claro, à banda. Mas em geral gostei muito do serão”.

Quanto a João, de 27 anos, “adorei! A voz da vocalista é muito melodiosa o que faz com que seja uma banda muito apelativa para todos aqueles que gostam de estar a ouvir música ao vivo, mas ao mesmo tempo a conviver. O preço do café do casino é que podia ser um pouco mais caro!”, ironizou.

Já eu, faço das minhas palavras as palavras dos três intervistados. Muito bom serão, para um Sábado à noite.

Fica recomendado para todos os leitores. Se há coisas que Portugal tem de bom, é a sua cultura; ninguém poderá impulsionar um país para melhores momentos, melhores dias, melhores tempos a não ser a sua população.

Não serão os espanhóis ou os franceses que vão querer o melhor do nosso país.

Por isso mesmo, deixo um apelo, principalmente aos jovens. Ajudem a nossa soberba cultura a ser espelhada pelo o mundo, a nossa música, os nossos desportos (não só o futebol), os nossos monumentos, a nossa arte.

Espalhem Portugal pelo mundo, porque este país tem muito para dar, bem como o seu povo.

Para finalizar, deixo aqui um link para todos que queiram ouvir um pouco desta banda: Dueto Luz

Pedro Costa

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