Uma viagem pela migração de Bonobo

No berço de ouro da música eletrónica contemporânea há lugar cativo para Bonobo.

O artista britânico Simon Green ( Bonobo) reforçou a sua destreza depois de lançar o primoroso Migration pela editora Ninja Tune. Desde 2013, quando foi lançado o The North Borders, que o músico de 40 anos se aventurou num novo desafio.

Foram 4 anos que levaram Bonobo a experienciar uma vida nómada, de forma a reunir as notas perfeitas para edificar aquele que já se considera como o seu trabalho mais sofisticado. Não só se afirma pela harmonia de todas as faixas, como pela diversidade melódica repleta de oitavas entusiasmantes e irreverentes.

Ft. Imgur

De forma categórica, os elementos que compõem este trabalho levam-nos a viajar por vários caminhos, entre eles a nostalgia, a esperança, a solidão ou a felicidade. O sistema antagónico é um dos atributos que dinamiza as peças de Bonobo, que não se deixa iludir por mecanismos tradicionais, tal como não se deslumbra pelo novo. Migration é a união de facto das emoções do artista, é líquido e transparente e serve como ponte entre o Mundo e o abstrato.

Bonobo está em tour europeia na apresentação do emocionante Migration, e o mais perto que teremos de Portugal será no dia 15 de Março em Barcelona no Razzmatazz, e dia 16 em Madrid no La Riviera.

Depois de viver em Nova Iorque, o londrino mudou-se para Los Angeles, onde afirma ser uma cidade “menos ruidosa que a ilha de Manhatan”. Para Simon Green a maneira das pessoas de interagir varia consoante o espaço, sendo os lugares os transformadores de identidade. Este álbum é o clímax para os seguidores de Bonobo, depois de sucessos como Black Sands e The North Borders, a nova odisseia de sonoridades é sobre um tema histórico, a migração.

O sexto álbum de estúdio de Bonobo conta ainda com a colaboração de artistas como Rhye, Nicole Miglis e Nick Murphy (Chet Faker).

Fontes: Cuatropistas, wavmagazine, popmatters

Marcelo Teixeira

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