Vida Humana pode ser rebobinada

Desde sempre o ser Humano teve o desejo de ser jovem para sempre. Com a descoberta de um composto químico que poderá permitir uma pessoa de 60 anos se sinta como uma de 20 anos, esse desejo do “Homem” pode-se tornar realidade.

Uma equipa internacional que conta com cientistas portugueses, australianos e norte-americanos conseguiu mostrar, num estudo feito com ratos, os efeitos do envelhecimento a inverter, ou seja, as células de crescimento rebobinavam para células mais jovens.

Os resultados desta descoberta foram ontem publicados na revista norte-americana “Cell”.

Este composto químico foi injectado em ratos com alguma idade e quando injectado, os ratos tinham mais energia e tonicidade nos músculos melhorando a sua resistência á insulina.

“Estudo o envelhecimento a nível molecular há quase 20 anos e nunca pensei constatar que o envelhecimento se pode reverter. Pensava que teria sorte se o conseguisse desacelerar um pouco”, disse Sinclair, chefe desta equipa de cientistas.

Á medida que o tempo passa, as nossas células deixam de comunicar com o núcleo celular (sitío que contem a maioria do nosso ADN) e com as mitocôndrias (que contem ADN próprio), provocando a diminuição desta componente de comunicação intercelular reduzindo a capacidade que a célula tem de produzir energia.

As consequências visíveis deste problema no nosso corpo são normalmente os diabetes e o Alzheimer.

O líder da equipa de cientistas é conhecido pelo seu trabalho sobre as causas relevantes do envelhecimento, focando-se numa classe de genes que “comandam” o fabrico de proteínas intituladas por “sírtuinas” (SIRT1).

Ao estudar estes ratos de laboratório, retirou um destes genes chamando a atenção para a colega portuguesa da sua equipa, Ana Gomes da Universidade de Coimbra.

Ana é uma das principais autoras deste estudo e reparou na disparidade deste gene.

Devido á falta deste SIRT1, os ratos apresentavam vários sinais de envelhecimento.

Os cientistas ficaram surpreendidos ao verem que as proteínas que servem para a produção de energia tinham diminuído os níveis fabricados pelo o ADN das mitocôndrias, enquanto o ADN fabricado pelo o núcleo da célula permanecia normal: “Isso não batia certo com o que a literatura científica sugeria”, diz Ana Gomes.

Por isso, decidiram perceber o porquê, descobrindo eventos moleculares responsáveis pela degradação da comunicação intracelular que assegura a coordenação dos dois genomas, o mitocondrial e nuclear.

“Há aqui, claramente, muito mais trabalho ainda por fazer”, afirma Sinclair, “mas, se estes resultados se confirmarem, muitos aspectos do envelhecimento poderiam ser reversíveis, se fossem apanhados a tempo”.

Os Investigadores esperam realizar testes semelhantes com humanos no final de 2014.

Fontes: Correio da Manhã, Público e Notícias ao Minuto

Ana Grova e Jáder Ramos

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