Vidas na Droga

Imagem: Wook

Depois de decidir-me pelo tema dos “Novos Consumos de Droga”, para fazer um trabalho de investigação sobre o assunto, para a unidade curricular de Jornalismo de Investigação.

Decidi começar a ler o livro “Os Filhos da Droga”, que por acaso já tinha comprado, mesmo antes de me decidir a fazer um trabalho sobre este tema.

Este livro conta a história de uma adolescente, de seu nome Christiane F. que começou a fumar o seu primeiro charro num centro de juventude na cidade de Berlim, na Alemanha (ainda dividida devido ao pós-segunda guerra mundial), nos anos 70.

Passando poucos meses depois a consumir heroína, tendo que recorrer à prostituição para alimentar o vício.

Apesar do livro retratar uma realidade de há quarenta anos, não é muito diferente dos dias de hoje, seja em qualquer parte do mundo.

A questão que me coloco perante este problema é o que levam a pessoas a destruir as suas vidas com este vício, que se acaba por tornar uma doença crónica, mesmo depois de fazer uma desintoxicação e libertar-se das substâncias.

Ainda não acabei de ler o livro, mas pelos relatos da jovem Cristiane, as histórias que lemos nos livros e as notícias que assolam os orgãos de comunicação social, atualmente, não fogem dessa realidade.

Por acaso hoje (sexta-feira), dia 12 de dezembro de 2014, vou fazer umas entrevistas rápidas a narcóticos já recuperados, para o tal trabalho de investigação.

E as histórias que vou ouvir não deve diferir dos relatos verídcos deste livro, desde começar por fumar tabaco, depois passar para o haxixe, e acabar por experimentar a heroína, ou até o ecstasy.

Para arranjar dinheiro para consumir essas substâncias, recorrem primeiro por roubar bens à família ou na rua, acabando depois por prostituir-se.

Depois ainda me pergunto cá em Portugal, como é possível, ainda pensarem num referendo acerca da liberalização das drogas leves.

Essas pessoas não sabem que mesmo essas drogras provocam doenças psiquiátricas como psicoses, esquizofrenia e transtornos bipolares.

Eu até posso falar da minha experiência própria, acerca dessas doenças mentais, que a primeira vez que fui a um psiquiatra depois de ter um surto psicótico, a primeira coisa que perguntaram foi se consumi drogas, ao qual respondi não.

Fez em outubro deste ano nove anos, que esse episódio ocorreu.

Por isso digam não à droga e vivam a vida ao máximo.

Fontes: Bertrand, Fnac

Mário Rui Domingues

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